Diariamente

terça-feira, 2 de junho de 2009

A hora tá chegando e eu acho, sinceramente, que está CEDO DEMAIS!

Agora, aos 4 anos, 5 meses e 22 dias, Sofia resolveu perguntar. Não sei o que motivou, mas sei que minha mãe ACABOU de me contar que Sofia chegou da escola e uma das primeiras perguntas foi:

"Vó, meu pai morreu?"
A vontade, óbvio, é responder que sim, ele morreu. Mas uma coisa que não costumamos fazer com a Sofia é mentir. Principalmente sobre coisas sérias. E isso é sério. E então ela perguntou mais:
"Onde ele está?"
Minha mãe: "Viajando"
Sofia convive com pessoas que viajam e voltam sempre (o avô, minhas tias, a Sheila e o Alê que estão voltando da Lua de Mel...), então ela sabe que se um dia foi, vai voltar.
Minha mãe não teve mais nada pra falar. Eu não sei o que vou falar. Minha mãe acha que ela quer vê-lo e isso me dói...

Dói ver que vc cria seu filho e o filhodumaputa parece não procurar pq sabe que um dia a criança vai fazer isso por ele. Aconteceu isso com ele. A primeira filha teve crise de paternidade e a mãe teve que procurá-lo. Ele se vangloriou por isso depois.

Eu não quero ter que ligar e pedir pra ele voltar a vê-la.
Eu sou egoísta.
Eu tô sofrendo...
Não queria que fosse tão cedo...

E, por coincidência, um scrap fofo no orkut...
"Ao Sentires Aflição. . . . . Ao sentires aflição ou uma espécie de abandono, não deixes que a depressão tome conta de teu espírito; mas lembra que bem perto de ti está o Deus das consolações com Jesus que te amou tanto, a ponto de morrer por ti, e que te olha com ternura e paterna expressão de amor; perto de ti está o Espírito Santo, o verdadeiro consolador. . . Com estes pensamentos expresso o meu desejo ardente de que teu coração se sinta consolado."

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